Quanto tempo de tela é saudável para crianças (e como evitar o vício)
- Bruno Lima

- 21 de nov. de 2025
- 3 min de leitura
Celulares, tablets, videogames e TV já fazem parte da rotina das famílias. Eles podem ser aliados na educação, no entretenimento e até na socialização. Mas, em excesso, representam riscos à saúde física, emocional e mental das crianças.
A dúvida de muitos pais é: Quanto tempo de tela é realmente saudável para o meu filho? E mais do que isso: como evitar que o uso se transforme em vício digital?
Neste artigo, vamos mostrar as recomendações oficiais por idade, os impactos do excesso de telas e estratégias práticas para manter um uso equilibrado.
Tempo de tela recomendado por idade
As orientações seguem referências da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Crianças de 0 a 2 anos
Recomendação: evitar telas.
Exceção: chamadas de vídeo com familiares.
Por quê? O cérebro nessa fase precisa de estímulos reais — conversas, brincadeiras e interação com os pais.
Crianças de 2 a 5 anos
Recomendação: até 1h por dia.
Sempre supervisionado por um adulto.
Conteúdos educativos e em horários regulares.
Crianças de 6 a 10 anos
Recomendação: de 1h a 2h por dia.
Equilibrar com atividades físicas, estudo e brincadeiras offline.
Pré-adolescentes e adolescentes (11 a 18 anos)
Recomendação: até 2h por dia fora das atividades escolares.
Priorizar pausas, evitar telas antes de dormir e estimular atividades sociais.
Impactos do excesso de telas
O uso exagerado pode trazer consequências sérias para a infância:
Sono prejudicado: a luz azul das telas atrapalha a produção de melatonina.
Dificuldades de concentração: excesso de estímulos digitais reduz o foco.
Ansiedade e irritabilidade: crianças ficam mais impacientes e agitadas.
Isolamento social: preferem telas a brincar com outras crianças.
Sedentarismo e obesidade infantil: menos tempo para atividades físicas.
Risco de dependência digital: quando a criança não consegue se desconectar.
Como evitar o vício em telas
Estabeleça limites claros
Defina horários para o uso, como após as tarefas escolares e sempre antes do jantar.
Evite telas antes de dormir
O ideal é desligar todos os dispositivos pelo menos 1 hora antes do sono.
Incentive atividades alternativas
Brincadeiras ao ar livre, esportes, leitura e jogos de tabuleiro ajudam a substituir o tempo de tela.
Participe junto
Assistir e conversar sobre o conteúdo fortalece o vínculo e transforma a tela em aprendizado.
Seja exemplo
Crianças imitam os adultos. Reduzir seu próprio tempo no celular é um passo poderoso.
Sinais de alerta para dependência digital
Irritação ou choro quando precisa desligar os aparelhos.
Sono atrasado e cansaço durante o dia.
Perda de interesse em brincadeiras fora da tela.
Queda no desempenho escolar.
Isolamento em relação a amigos e familiares.
Se esses sinais aparecem, é hora de reavaliar os hábitos digitais da família.
Quando procurar ajuda profissional?
Se o vício em telas já prejudica o sono, o comportamento e a vida escolar do seu filho, o apoio profissional pode ser necessário.
Psicólogos e psicopedagogos infantis ajudam a reorganizar hábitos e oferecem estratégias para o equilíbrio saudável no uso da tecnologia.
O tempo de tela não precisa ser um vilão, desde que usado com equilíbrio e acompanhado de limites claros. Criar uma rotina saudável garante que a tecnologia seja aliada do desenvolvimento, e não um risco para a saúde mental infantil.
Se os desafios persistirem, lembre-se: buscar apoio é uma forma de cuidado e prevenção.
Na Clínica Só Crianças, nossos especialistas em saúde mental e desenvolvimento infantil ajudam famílias a equilibrar o uso de telas e criar hábitos mais saudáveis.
Agende uma avaliação em uma de nossas unidades: Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Conrado.
Cuidar da infância é também cuidar da relação com a tecnologia.






Comentários