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Imaginação e o uso de telas

Atualizado: 3 de out. de 2023

Qual a interferência?



Imaginar permite conhecer mundos distantes ou diferentes culturas e, acima de tudo, permite aprender sobre a linguagem que usamos para escrever. São momentos de prestar atenção às palavras ampliando o vocabulário, e a frases e expressões diferentes das que são utilizadas para conversar, por exemplo.


A atividade da imaginação contribui significativamente para a informação e percepção do mundo pela criança, brincando ela lê o mundo. "O brincar livre permite que aquele indivíduo acesse e explore seu mundo interior, ele acessa sua capacidade imaginativa, fortalece sua criatividade. São justamente algumas das habilidades mais requisitadas no mundo adulto, no mercado de trabalho" afirma a educadora Aline rosa, especialista em desenvolvimento infantil integrativo.


A criança que usa frequentemente telas por tempo indiscriminado, não completa esse circuito.


A criança precisa do tédio para que ela possa imaginar o que, ou como fazer.

Nas telas elas já recebem tudo pronto para executar pois ela não passa pela imaginação.


Fica com tédio, brinca, tédio e brinca de novo. Quando ela faz uso do circuito do triângulo completo, a brincadeira tende a durar mais tempo, porque ela teve que usar a sua própria cabeça para pensar, para poder criar.


A brincadeira acabou, tédio de novo, imagino e brinco!


Quando uma criança está brincando de cozinha, por exemplo, com bonecas e panelinhas e suas 2 amiguinhas, ali não são só crianças brincando e se divertindo. Elas estão tendo a oportunidade de executar inúmeras funções que vão sendo construídas, através da imaginação:


- Memória do trabalho;

- Atenção e concentração;

- Flexibilidade cognitiva;

- Ideação e planejamento;

- Autocritica.


As telas, são hoje um dos maiores obstáculos ao brincar livre, elas fazem parte da vida atual e devem ser usadas de forma benéfica, mas nada substitui a interação social.


Os celulares, tablets, TVs e computadores são divertidas, mas uma forma passiva de distração, "Por isso os pais devem orientar o uso e estabelecer limites", diz a neuropediatra Vanessa Moraes.


As dificuldades também podem ser percebidas nas produções de textos na vida pedagógica, elas tem dificuldades de elaboração sem ter que completar o número de linhas solicitadas pelo professor. O que, não julgo ser o mais importante, o tamanho, mas uma produção com começo, meio e fim e que consiga transpor o seu pensamento. O ENEM também nos mostra essa dificuldade nas redações.


Por tanto deixo aqui a reflexão:


- O quanto permito meu filho imaginar?

- O quanto interajo com meu filho em jogos livres?

- Quanto tempo permito que meu filho fique em frente às telas?


A memória afetiva é recheada de texturas, cheiros e sons, com toda a influência dos 5 sentidos, quem não tem uma memória afetiva ao ver algumas das imagens abaixo?




Conseguem perceber a diferença?
















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