Hiperatividade infantil: o que é normal e quando buscar ajuda
- Bruno Lima

- 29 de dez. de 2025
- 3 min de leitura
É comum ouvir pais dizendo: “meu filho não para um segundo” ou “parece que ele tem energia infinita”.Mas até que ponto essa agitação faz parte da infância e quando pode ser sinal de hiperatividade infantil?
Toda criança é naturalmente ativa, curiosa e cheia de energia.
No entanto, quando o comportamento foge do esperado para a idade e começa a atrapalhar a rotina escolar, social e familiar, pode ser hora de atenção.
Neste artigo, vamos explicar o que é considerado normal, quando a hiperatividade merece investigação e como os pais podem apoiar seus filhos nesse processo.
O que é hiperatividade infantil?
A hiperatividade infantil é caracterizada por excesso de movimento, impulsividade e dificuldade de manter atenção.
Mas nem sempre significa que a criança tem um transtorno. Muitas vezes, é apenas parte do temperamento ou resultado de fatores externos, como falta de rotina ou excesso de estímulos digitais.
O que é normal em cada fase da infância?
Crianças pequenas (2 a 5 anos)
Agitação faz parte da fase exploratória.
Birras e dificuldade de parar quieto são comuns.
Consegue se concentrar por curtos períodos (5 a 10 minutos).
Idade escolar (6 a 10 anos)
Maior capacidade de foco, mas ainda se distrai com facilidade.
Movimentos frequentes e energia alta são esperados.
Consegue permanecer em atividades estruturadas (20 a 30 minutos).
Pré-adolescentes e adolescentes
Energia começa a ser direcionada para esportes, hobbies e atividades sociais.
A dificuldade de atenção persistente e a impulsividade exagerada já não são típicas para a idade.
Quando a hiperatividade é sinal de alerta?
É importante buscar avaliação quando:
A agitação e a impulsividade são constantes em diferentes ambientes (casa, escola, lazer).
Há queda no desempenho escolar por falta de foco.
O comportamento gera conflitos sociais ou familiares.
A criança apresenta dificuldade de esperar, interrompe conversas e age sem pensar.
Os sintomas persistem por mais de 6 meses.
Esses sinais podem estar relacionados ao TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade), que precisa de diagnóstico profissional.
Principais causas da hiperatividade infantil
Fatores genéticos: histórico familiar de TDAH.
Questões neurológicas: alterações nos neurotransmissores que regulam atenção e comportamento.
Ambiente e rotina: excesso de telas, falta de sono e poucas atividades físicas.
Questões emocionais: ansiedade, insegurança ou dificuldades familiares.
Como apoiar em casa
Estabeleça uma rotina estruturada
Horários definidos ajudam a criança a se organizar.
Incentive atividades físicas
Exercícios e brincadeiras ao ar livre ajudam a gastar energia.
Reduza o excesso de telas
Limite o tempo em frente a dispositivos digitais, especialmente antes de dormir.
Reforce comportamentos positivos
Valorize quando a criança consegue se concentrar ou controlar a impulsividade.
Quando procurar ajuda profissional?
Se a hiperatividade atrapalha o desenvolvimento escolar, social ou emocional, é importante buscar apoio de especialistas:
Psicólogos infantis: ajudam a trabalhar o comportamento e as emoções.
Psicopedagogos: oferecem estratégias de aprendizado e concentração.
Neurologistas infantis: investigam condições como TDAH ou outras alterações neurológicas.
Ser ativo faz parte da infância, mas quando a agitação ultrapassa os limites e começa a impactar a vida da criança, é sinal de que algo merece atenção.
Com acompanhamento adequado, é possível ajudar a criança a desenvolver foco, autocontrole e equilíbrio para crescer de forma saudável e confiante.
Na Clínica Só Crianças, contamos com psicólogos, psicopedagogos e neurologistas especializados no cuidado da hiperatividade infantil e no apoio às famílias.
Agende uma avaliação em uma de nossas unidades: Duque de Caxias, Nova Iguaçu e São Conrado.
Estamos prontos para cuidar do desenvolvimento do seu filho com acolhimento e segurança.






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